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Festas, Sexualidade e Substâncias Psicoactivas


    A adolescencia e as Drogas

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    Mensagem por legalize em Sex Mar 14, 2008 4:29 am

    Ola encontrei este artigo e quero partilha-lo aqui no forum.
    "- Os traficantes entram em nossas casas porque encontram portas abertas. E seduzem nossos filhos porque eles têm crescido fracos e sem qualquer esperança.

    Temos muitas dúvidas a respeito de quase todas as coisas que nos são importantes. Mas também temos algumas certezas. Elas derivam da observação dos fatos, especialmente daqueles que são indiscutíveis, que não deixam margem para interpretações variadas. Uma dessas certezas tem a ver com o uso de drogas: praticamente todas as pessoas viciadas começaram a usar algum tipo de droga nos primeiros anos da adolescência, entre os 13 e os 17 anos de idade. Isto é válido para o uso de drogas pesadas, mas igualmente acontece com a iniciação ao uso do cigarro normal que, mesmo provocando poucos efeitos psicológicos, determina forte inclinação para a dependência.

    Outra certeza que temos é a necessidade urgente de compreendermos melhor o que se passa na cabeça dos nossos jovens, para que possamos impedir que persista a tendência atual, que é a do uso de drogas por um número cada vez maior de pessoas, e que ela venha a envolver praticamente toda a juventude do nosso país. Teremos que providenciar novas atitudes dos pais e da sociedade, especialmente se isto puder ajudar nossas crianças a crescerem com mais força e determinação pessoal.

    Sim, porque é fácil colocar toda a culpa do problema das drogas nos traficantes e outros delinqüentes que fazem fortuna com este comércio. A verdade é que eles entram nas nossas casas porque encontram as portas abertas. E eles seduzem nossos filhos porque eles têm crescido fracos e sem esperanças. E isto é nossa responsabilidade. Isso é fruto da excessiva permissividade na educação que nós, indo para o pólo oposto do pêndulo em relação ao modo como fomos criados, lhes transmitimos. É hora de urgentes revisões na educação.

    Além do mais, existem importantes características da adolescência que fazem com que o jovem seja presa fácil de traficantes espertos. Uma delas é a peculiar prepotência dos rapazes e moças, a tendência para acharem que sabem de tudo e que podem tudo. Gostam da idéia de que ser adulto é ter coragem para experimentar de tudo, de modo a formar juízo próprio sobre todas as coisas. O conceito geral até que é interessante, mas não vale para todas as coisas. Não tem o menor sentido testas pessoalmente o uso de drogas mais que conhecidas, tanto em seus efeitos agradáveis como em seus malefícios e seu poder para viciar. Mas a prepotência dos adolescentes não conhece o bom senso. Querem apenas afirmar sua independência em relação aos adultos dos quais efetivamente dependem.

    Só faz uma verdadeira guerra de independência quem é dependente. A adolescência sempre foi um período muito difícil para os jovens, pois eles têm que assumir, mais ou menos rapidamente, crescentes responsabilidades e se encaminhar na direção da autonomia. Isto é difícil e doloroso, pois uma parte de nós preferiria não ter que crescer e passaria o resto da vida usufruindo aconchego e proteção familiar. Esta parte tem sido muito estimulada pela educação superprotetora, de modo que os esforços das crianças para desenvolverem o outro lado, o da busca da individualidade, são mínimos. A adolescência exige uma aceleração do passo nesta direção, isto por pressões externas que são opostas às tendências que existiam até então.

    O que acaba acontecendo é que os jovens se afastam da família e não suportam a sensação de abandono. Não podem voltar atrás e só lhes resta uma solução: substituir o aconchego familiar pelo do grupo de amigos da mesma idade. Desta nova “família” tiram a força necessária para romper com aquela de onde vieram. Tornam-se independentes de uma forma curiosa: têm que agir de algum modo em oposição aos valores do seu grupo de origem. O grupo de jovens se une e se torna solidário porque tem em comum comportamentos que desagradam aos mais velhos. Tornam-se independentes dos seus pais, provocando uma guerra aberta contra eles e contra seus valores. Estão prontos para agir de um jeito que os aborreça, pois isto será sinal de independência – é como se a independência fosse a dependência de cabeça para baixo! Estão prontos para se unir em grupos que irão adorar usar roupas extravagantes e reprovadas pelas famílias, para fumar cigarros e para experimentar outras drogas que lhes forem oferecidas. Um certo número de jovens irá adorar os efeitos que elas provocam. E aí..."


    Flávio Gikovate é médico psicoterapeuta, pioneiro da terapia sexual no Brasil.



    Se a familia não apoia ,então teram que ser outras pessoas a "munir " os adolescente com "armas"( informação )para saberem se defender e não se deicharem influenciar, nas escolas , associações ou outras . Deve ser dificil para um adolescente defender-se afinal se não tem ninguem com quem contar.POr isso a importancia de Psicologos nas escolas a intervir com palestras sobre o assunto das adicções, para que assim cada adolescente possa ter a opurtunidade de se defenderem no , de saber dizer não quando devem dizer não e assim terem a opurtunidade de serem seres humanos mais conscientes e mais bem formados.Quanto mais cedo a intervenção for feita melhor para que dê frutos na idade adulta, pois a adolescencia é rapido que passa.É claro que existem inumeros factores para que se de a dependecia, mas eu aqui estou a focar mais a dependencia na adolescecia ,quando mais o jovem precisa de apoio e não sabe muito bem sobre estas coisas.
    Há muito a fazer era bom que os politicos tambem colaborassem um pouco mais, mas que tinha que mudar muita coisa.
    Espero que tenham gostado do artigo.

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    A adolescencia e as Drogas Empty Re: A adolescencia e as Drogas

    Mensagem por hUgo em Qua Mar 19, 2008 9:36 pm

    Legalize, se poderes indica a fonte...
    Julgo que o artigo é brasileiro onde a realidade tem contornos bem mais graves em relação aos temas descritos.
    Mas concordo com a opinião que deixaste.
    De facto a família é muito importante, não somente na adolescência quando eventualmente possa haver consumos, mas na educação desde cedo, na infância.
    Os pais devem estar atentos de modo a darem ferramentas aos seus filhos para que os seus horizontes se abram (actividades, conhecimentos, capacidades, virtudes...) e desenvolvam o máximo de maturidade para que não venham a desenvolver dependências. A questão fundamental não é saber reagir ao eventual consumo ou começar a falar de drogas quando chega a adolescência. Julgo que o fundamental é educar durante a infância e pré-adolescência de modos mais indirectos. Por exemplo pelo cuidado e atenção ao que se come, falando nisso e mostrando a importância de saber as consequências, fazendo notar os efeitos de certos excessos, pode-se estar a dar ferramentas muito úteis no futuro automaticamente usadas para julgar outros assuntos, como o cosumo de substâncias psicoactivas.
    Quanto mais cedo as crianças incorporam certas noções mais presentes elas ficam na sua personalidade em construção. É importante que os pais vão adaptando o seu discurso ao crescimento dos seus filhos. É importante ir explicando melhor o que nos primeiros anos se diz de uma forma mais exagerada para ser mais bem entendido. À medida que a criança desenvolve vocabulário há novas oportunidades que podem ser aproveitadas para consolidar e transferir conhecimentos de registos mais infantis para registos mais adultos, que têm mais probabilidade de vir a ser recursos usados no futuro, pois o crescimento vai sempre continuar. Um exemplo: todos os pais provavelmente explicam aos seus filhos que quem se porta mal pode ter castigos e até ir preso. Tendo esse conhecimento como pano de fundo, quando se sente que é o momento indicado, pode-se tentar fazer a ligação com a noção de que a liberdade tem a responsabilidade como condição. No fundo a ideia é a mesma, substituindo "portar mal" por "agir sem responsabilidade" e "ter castigos" por "perder liberdade", devendo-se expressar igualmente na versão positiva, exigindo crescente responsabilidade para crescente liberdade. Julgo que não se deve sequer falar de substâncias cedo demais mas, vindo a ser necessário, podem ser explicadas as várias consequências na liberdade que pode ter o seu uso, a começar na dependência que se refere exactamente a déficite de liberdade.

    Sabendo-se que a tendência de desenvolver dependências (tóxico- ou outras) difere muito de pessoa para pessoa, os factores primários são naturalmente fundamentais, sendo difícil à escola e ao estado ser mais que um complemento mas que deve sempre existir como recurso, pois nada substitui a família pelo vínculo existente e possibilidade (teoricamente) de maior presença. Os pais não se devem nunca alhear da educação dos seus filhos por mais recursos que as comunidades possam oferecer como complemento.

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