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Festas, Sexualidade e Substâncias Psicoactivas


    Notícia JN - consumo cannabis

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    PintoPedro

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    Notícia JN - consumo cannabis Empty Notícia JN - consumo cannabis

    Mensagem por PintoPedro em Qui Jun 26, 2008 5:52 pm

    Um em cada cinco europeus já consumiu cannabis


    A cannabis é a droga mais consumida na União Europeia, mais de 13 milhões de europeus usaram-na no último mês, mantém a mesma potência há uma década e é associada a efeitos físicos e psicológicos adversos, diz estudo Europeu.

    A nível mundial são produzidas anualmente mais de 50.000 toneladas de cannabis herbácea (erva) ou de resina de cannabis (haxixe), nos últimos anos vários países europeus introduziram alterações legislativas substanciais relacionadas com esta droga ilícita - Portugal e mais países descriminalizaram o consumo, enquanto outros endureceram a legislação - e os especialistas defendem que "são poucos" os programas de prevenção na União Europeia (UE) que visem especificamente esta substância.

    Estas são algumas das constatações da mais ampla monografia científica sobre cannabis elaborada até agora e que o Observatório Europeu das Drogas e da Toxicodependência (OEDT) divulga por ocasião do Dia Internacional Contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, que se assinala quinta-feira, sublinhando que, por todas estas razões, "não é de estranhar que a cannabis se tenha tornado um fenómeno cultural controverso".

    No que se refere à legislação sobre cannabis, existe uma enorme variedade de procedimentos nos Estados-membros da UE, uns mais rigorosos do que outros.

    Enquanto Portugal despenalizou o consumo, países como o Luxemburgo e o Reino Unido aligeiraram as medidas sobre o uso, outros endureceram as sanções, caso da Dinamarca e da Holanda, onde uma posição mais dura em relação aos "coffee shops" levou ao encerramento de mais de metade destes estabelecimentos entre meados da década de 1990 e 2004, passando de 1.500 para 700.

    Em 2006, a Itália eliminou a anterior distinção entre a cannabis e as outras drogas, alegando que todas são perigosas, e o Reino Unido anunciou em Maio passado a intenção de pedir ao parlamento para, contrariamente ao que fez em 2004, reclassificar esta droga da classe C para a B.

    Em 2005, mais de um quarto (29 por cento) dos pedidos de tratamento estavam relacionados com o consumo deste estupefaciente e estima-se que "cerca de três milhões de europeus consomem cannabis diariamente, ou quase diariamente".

    Contudo, em termos globais a potência conhecida da cannabis "não aumentou drasticamente na Europa nos últimos anos", não obstante alguns relatórios "mais alarmistas" afirmarem o contrário, acrescentam.

    Segundo o documento hoje divulgado, o teor de tetrahidrocannabinol (THC) da cannabis herbácea e da resina importada pela Europa "manteve-se relativamente estável ao longo da última década", sendo a potência média de cerca de cinco por cento, "mas tal não significa que a potência não seja motivo de preocupação" para os especialistas.

    A cannabis tem sido associada a diversos efeitos físicos e psicológicos sobre a saúde e surgem regularmente novos estudos que "parecem elevar a base de conhecimentos", mas os autores da monografia consideram que "é prematuro retirar conclusões definitivas sobre os diversos problemas de saúde de longa duração associados ao consumo" desta substância.

    Nesta análise, os especialistas "deparam-se com diversos obstáculos", como sejam a ausência de um produto normalizado, vários modos de consumo e a diferente intensidade e frequência de utilização.

    Além disso, ressalva o OEDT, esta droga "é também geralmente consumida em conjunto com álcool e tabaco", o que dificulta a determinação dos efeitos a longo prazo, associado ao facto de os principais utilizadores serem "jovens saudáveis" e à escassez de estudos sobre consumidores mais velhos.

    Contudo, os especialistas identificaram "alguns problemas para a saúde", designadamente doenças respiratórias", bem como questões de saúde pública de âmbito mais vasto, como o papel que a substância desempenha nos acidentes rodoviários, por exemplo.

    A corroborar esta tese, o OEDT aponta um estudo em França, publicado em 2005, que estimava que, entre os 6.000 acidentes de viação mortais registados anualmente, a cannabis era "responsável por mais de 230 mortes".

    Estados-membros como Portugal reagiram ao mais alto nível, aprovando leis mais rigorosas neste campo, reforçando as penas aplicáveis ou alterando as estratégias nacionais para responder ao problema.

    http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=961792
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    PintoPedro

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    Mensagem por PintoPedro em Seg Jun 30, 2008 4:06 am

    é de mim, ou isto soa a contra informaçao?

      Data/hora atual: Qui Nov 26, 2020 10:24 am